Autoexame de mama: o que mudou nas recomendações

Publicado em 21/09/2025 por Vivian Lima

Autoexame de mama: o que mudou nas recomendações

O autoexame de mama, rotina-para-detectar-cancer-de-mama/">antes recomendado como prática de rotina para detectar câncer de mama, perdeu espaço nas diretrizes médicas devido à sua baixa eficácia na identificação precoce de tumores. Entenda as mudanças nas orientações e como manter a saude/">saúde mamária com segurança.


1. O que é o autoexame de mama?

O autoexame de mama consiste na palpação das mamas realizada pela própria mulher, identificar-alteracoes-como-nodulos/">com o objetivo de identificar alterações como nódulos, assimetrias ou secreções. Embora tenha sido amplamente recomendado no passado, estudos recentes questionaram sua eficácia como método de rastreamento.

2. Por que o autoexame perdeu relevância?

Pesquisas indicam que o autoexame não é eficaz na detecção precoce de câncer de mama. Tumores pequenos, com menos de 1 cm, muitas vezes não são palpáveis, e alterações benignas podem ser confundidas com lesões malignas, levando a diagnósticos errôneos e ansiedade desnecessária.

3. O que dizem os especialistas?

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Ministério da Saúde alertam que o autoexame não deve substituir exames clínicos realizados por profissionais de saúde treinados. A mamografia, especialmente a partir dos 40 anos, é recomendada como método mais eficaz para a detecção precoce do câncer de mama.

4. Quais são as novas recomendações?

Atualmente, as orientações enfatizam a importância da mamografia regular e do exame clínico das mamas. Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia anualmente, enquanto o exame clínico deve ser feito por profissionais de saúde qualificados, independentemente da presença de sintomas.

5. O autoexame ainda tem algum valor?

Embora não seja mais recomendado como método de rastreamento, o autoexame pode ser útil para que a mulher conheça seu corpo e perceba alterações que possam surgir entre os exames regulares. No entanto, qualquer alteração detectada deve ser comunicada a um profissional de saúde para avaliação adequada.

6. Como realizar o autoexame corretamente?

Caso opte por realizar o autoexame, é importante fazê-lo após a menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Deve-se observar alterações na forma, tamanho, textura e presença de secreções. A palpação deve ser feita com movimentos circulares e pressão gradual, cobrindo toda a mama.

7. Quando procurar um profissional de saúde?

Se forem notadas alterações como nódulos, assimetrias, secreções ou alterações na pele das mamas, é fundamental procurar um médico especialista, como um mastologista, para avaliação e, se necessário, realização de exames complementares.

8. Conclusão

O autoexame de mama perdeu relevância nas recomendações médicas devido à sua baixa eficácia na detecção precoce de câncer de mama. A mamografia regular e o exame clínico realizado por profissionais de saúde são os métodos mais eficazes para a detecção precoce da doença. Manter-se informada e realizar os exames recomendados são passos essenciais para a saúde mamária.



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